A ‘Magnética Morte” do Metallica

A capa do novo álbum Death Magnetic - É, o Metallica dos primórdios voltou!!!

Vou ser sincero – comecei a ouvir Metallica muito tarde! Era 1993, o boom do Black Album, quando comecei a curtir o peso desses cabras.
Mas quando me perguntaram sobre um possível presente de aniversário, falei na lata: “Master Of Puppets“! Tava realmente curioso pra conhecer o som desse tão falado disco, dito pela maioria da galera na época como a melhor bolacha da banda. Bom, depois que ganhei o vinil, pude notar o quanto o som do Master era diferente do Black!

O Metallica dos anos 80 - O falecido Cliff Burton (baixo), James Hetfield (guitarra base), Lars Ulrich (bateria) e Kirk Hammett (guitarra solo)

Era uma banda mais rápida, raivosa, urgente, progressiva, épica, heavy mesmo!!
O tempo passou e aqueles caras viraram símbolo de hard rock (ainda sim, eu curtia, e ainda curto, assumo!), e se distanciaram muito do que eram. Os poucos vislumbres de uma era mais pesada rolaram no disco – bom pacas – S&M, onde James Hetfield (guitarra base), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra solo) e Jason Newsted (baixo) dividiram o palco com uma orquestra que ajudava aquele quarteto a soar pesado de novo.

O Metallica pós-Cliff Burton - Lars Ulrich, James Hetfield, Kirk Hammett e Jason Newsted (baixo)

Mas era necessário que aqueles caras, que foram reis do mundo do metal, retornassem com a mesma fúria animal que era tão característica nos anos 80… e veio St. Anger. Bom, eu até gostei do disco (apesar de Deus e o mundo ter falado mal), mas sei lá, por mais que soasse pesado e “muderrrno”, ele ainda não tinha a mesma pegada daquele disco com um cemitério na capa que eu tanto adorava ouvir… Ainda!

The League Of Extraordinary Gentlemen - Kirk Hammett, James Hetfield, Lars Ulrich e Robert Trujillo (baixo)

Demorou, mas eles voltaram! Com uma fúria digna de um Kratos louco para tomar o trono dos deuses no Olimpo (rs)!! O Metallica voltou, e tão porradeiro quanto à 20 anos!!!
Claro que não soam exatamente como a mesma banda, mas com certeza eles não parecem covers de si mesmos. O novo Metallica é uma evolução, deixando pra traz a sonoridade de St. Anger, ao mesmo tempo resgatando a agressividade dos primórdios. Ouvindo na 1a vez dá pra achar que tudo é bem datado, um retrocesso. Mas na minha humilde opinião, acho que eles pincelaram em Death Magnetic (12o álbum da carreira) os melhores tons encontrados nos anos 90 e começo dos 2000, juntamente com o que faltava: a mesma rapidez, raiva, urgência… aquela coisa épica, heavy mesmo!!!
Não vou ficar fazendo análises minuciosas sobre as músicas, mas recomendo que você acesse o site dos caras e ouça o disco de cabo a rabo, em especial as faixas Broken, Beat & Scarred (que vamos tocar no próximo programa), The Day That Never Comes (o 1o single, que também vamos tocar no próximo programa :-D ) e Suicide And Redemption (um épico instrumental de quase 10 minutos)!
Depois de ouvir esta belezoca umas 30 vezes, eu só posso dizer… obrigado, rapazes! Vocês conseguiram espancar meus ouvidos com metal novamente!!!

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“…et Justice pour tous!”

Justice - Conhece???

1) São uma dupla de amigos? Confere!
2) São DJs franceses? Confere!
3) Fazem um som misturando electro-rock e french touch com house e disco-punk? Confere!
4) Fazem discos meio “conceituais”? Confere!
Você deve estar achando que eu estou falando do Daft Punk, certo? Bom, como diria Lex Luthor…

Lex Luthor - Um cara brabo!!!

À primeira vista, ou melhor, à primeira audição, você pode achar que esses caras parecem até demais com Daft Punk (pela gama de referências religiosas, daria pra tachá-los de “Daft Gospel”! :-) ), mas apesar do efeito “Denorex” – parece, mas não é – o som do Justice é pra rachar qualquer assoalho! Pérolas como Stress, D.A.N.C.E. e o remix de Electric Feel, da banda MGMT, estão entre as pauladas mais lokas que andam rolando nas pistas mundiais! Os caras podem não ser, assim, tão originais, mas não dá pra negar – e nem ignorar – o fato de que a música deles é demais!

Justice - A capa tenebrosa de † (Cross)

O flerte com o audiovisual também é uma influência “daftiana” inegável: o Justice lançará em novembro um documentário narrando a sua última turnê (A Cross The Universe, dirigido pelo filho do diretor grego Costa-Gavras, Romain Gavras). O longa será lançado em DVD, acompanhado de um CD com um live set (incendiário, diga-se – veja um vídeo deles ao vivo no fim do post).

Xavier de Rosnay e Gaspard Auge - A dupla na capa da revista Death+Taxes

Pra você que ficou com vontade de ver um show os caras (quase uma missa eletrônica com aquela baita cruz brilhante), no próximo sabadão – 23/09 – vai rolar o Skol Beats 2008, e eles estarão lá, quebrando tudo!!
Eu quero ir!!! Alguém me descola um ingresso??? :-(

Marcelo “Salsicha”
apresentador/produtor

PS: Leia aqui uma matéria da Folha sobre eles e assista abaixo ao vídeo do single mais conhecido da dupla no Brasil, DVNO, que a gente já tocou no programa número 35!
PS2: Ah, o título do post significa “… e justiça para todos!” Seria uma clara referência ao Metallica?

Justice – DVNO

Justice Intro – 2008 Street Scene San Diego, CA

Você na Zona: Orloff Five Festival, por Dik Cabral

orloff5

“Orloff Five – O Diko foi e contou tudo!”
 

Está finalmente inaugurado o Você na Zona, espaço que você, ouvinte do Zona Infinita, pode usar pra expressar seus talentos nerds, fazendo reviews, opinando, mandando dicas, entre otras cositas más! Pra começar, nosso brother de longa data Dik Cabral posta seu review do festival Orloff Five!

Dik… é contigo, mermão!

“No último dia 6 rolou na Via Funchal, em São Paulo o Orloff Five. O porquê do “Five” eu não sei, uma vez que o evento contou com quatro bandas!!!

A primeira da noite foi o Vanguart, que eu não vi, e não conheço ninguém que tenha visto também.

As 20:00 subiu ao palco o Melvins, uma das influências declaradas de Kurt Cobain, que fazem uma mistura de Grunge, Metal, Hardcore, etc. Mas não vi o show, estava fazendo um ‘esquenta’ em alguma banquinha de cachorro-quente que vende bebidas alcoólicas pra adolescentes. Mas diferente do Vanguart, quem assistiu o show do Melvins disse que a apresentação foi muito boa.

Nos intervalos, rolava a discotecagem do DJ Tittsworth, que tirando o fato de tocar MUITO Nirvana em seu set, não fez nada que realmente merecesse destaque.

O Plastiscines foi a próxima banda a subir no palco, confesso que peguei só a segunda metade do show e ACHEI CHATO PRA BURRO! O fato das meninas serem “talentosinhas” (entenda bonitas e gostosas) até prende a sua atenção, mas no fim das contas enche o saco ver as garotinhas fazendo pose de roqueirinhas com um som que não empolgou. Um dos momentos altos da apresentação aconteceu quando a vocalista e a baixista dividiram os vocais no mesmo microfone chegando MUITO perto de uma insinuação de beijo, deixando os adolescentes de plantão bastante animados e as menininhas achando que “aquilo é que era atitude”. Uma apresentação que demorou um pouco pra acabar… E olha que eu peguei do meio pro fim!

O DJ voltou pro seu “show do intervalo” com mais Nirvana… Nesse meio tempo, os roadies montaram a bateria de Chris Dangerous. O que já foi motivo para as 3500 pessoas que estavam na Via Funchal começarem a gritar alucinados. E alguns minutos depois, as luzes se apagam…

No telão, o “brasão” da banda apareceu e aí era se preparar pro melhor show do ano até agora.

 

THE HIVES - Bons moços? Nhééé...

 

Quando o Hives entrou no palco, subiu aquela sensação de que a casa ia abaixo com os gritos e pulos da platéia cantando tão alucinados quanto o vocal Howlin’ Pelle Almqvist a música Hey Little World do Black and White Album (2007), seguido de um dos hits mais famosos da banda Main Offender. Almqvist simplesmente domou a platéia, mandando frases em português como “batam palmas”, “grita aí” e “tira o pé do chão”. Além do vocalista, o guitarrista Nicholaus Arson, num melhor estilo Billy Joe Armstrong na fase mais ácida, a cozinha formada por Vigilante Carlstroem (guitarra), Dr. Matt Destruction (baixo) e Chris Dangerous (Christian Grahn, bateria), mostraram-se sempre afiados e com uma presença de palco que há muito não se via num show por essas bandas.

 

THE HIVES - Nicholaus Arson, guitarrista meio rockabilly!!!

 

Ao longo dos 75 minutos de show, as músicas do Black and White Album foram a base do repertório como a já citada Hey Little World, I got all… Wrong, Return The Favor, Won´t Belong, Try It Again, Bigger Holle To Fill, mas nem por isso, faixas dos trabalhos anteriores não foram tocadas, como AKA I.D.I.O.T, Diabolic Scheme, Die! All Right, Two-Timing Touch and Broken Bones, Walk Idiot Walk, A Little More for Little You, e uma música inédita chamada A Thousand Answers. Num show coeso, divertido e extremamente dançante. Na volta pro “encore” os suecos mandaram Hate To Say I Told You So e fecharam com Tick, Tick, Boom.

 

THE HIVES - Quebrando tudo e mais um pouco!!!

 

A banda sueca mostrou como faz falta um show de Rock de verdade, sem franjudos chorando, sem cabeludos enfrentando dragões em solos que sozinhos já têm o tempo de uma música do Hives. Era um show de Rock dançante. Feito por bons músicos, entrosados, com presença de palco e que poderia ter durado mais tempo!!!”

Dik Cabral é blogueiro, produtor de rádio, publicitário, fã de animes, mangás, games, The Hives e solteiro… Como um perfeito nerd!

Obs. do Salsicha 1: Tem mais fotos lá no Blog do Diko! Acesse aqui!!

Obs. do Salsicha 2: Caceta, como eu queria ter ido ver esse show… Arrepiou, Dikerland!!!