Show de Paul McCartney e Ringo Starr na web

Paul e Ringo ao vivo no site de David Lynch

Paul e Ringo ao vivo no site de David Lynch

Caros zoneiros, dia 04 de abril vai rolar um show do Paul Mccartney com Ringo Starr direto do Radio City Music Hall, em Nova York.

A informação tá no site da Folha, que informa também que essa apresentação vai ser transmitida pelo site do cineasta David Lynch, com direito a participações de Eddie Vedder, Moby, Sheryl Crow, Paul Horn e Donovan.

Tá dado o recado!

“…et Justice pour tous!”

Justice - Conhece???

1) São uma dupla de amigos? Confere!
2) São DJs franceses? Confere!
3) Fazem um som misturando electro-rock e french touch com house e disco-punk? Confere!
4) Fazem discos meio “conceituais”? Confere!
Você deve estar achando que eu estou falando do Daft Punk, certo? Bom, como diria Lex Luthor…

Lex Luthor - Um cara brabo!!!

À primeira vista, ou melhor, à primeira audição, você pode achar que esses caras parecem até demais com Daft Punk (pela gama de referências religiosas, daria pra tachá-los de “Daft Gospel”! :-) ), mas apesar do efeito “Denorex” – parece, mas não é – o som do Justice é pra rachar qualquer assoalho! Pérolas como Stress, D.A.N.C.E. e o remix de Electric Feel, da banda MGMT, estão entre as pauladas mais lokas que andam rolando nas pistas mundiais! Os caras podem não ser, assim, tão originais, mas não dá pra negar – e nem ignorar – o fato de que a música deles é demais!

Justice - A capa tenebrosa de † (Cross)

O flerte com o audiovisual também é uma influência “daftiana” inegável: o Justice lançará em novembro um documentário narrando a sua última turnê (A Cross The Universe, dirigido pelo filho do diretor grego Costa-Gavras, Romain Gavras). O longa será lançado em DVD, acompanhado de um CD com um live set (incendiário, diga-se – veja um vídeo deles ao vivo no fim do post).

Xavier de Rosnay e Gaspard Auge - A dupla na capa da revista Death+Taxes

Pra você que ficou com vontade de ver um show os caras (quase uma missa eletrônica com aquela baita cruz brilhante), no próximo sabadão – 23/09 – vai rolar o Skol Beats 2008, e eles estarão lá, quebrando tudo!!
Eu quero ir!!! Alguém me descola um ingresso??? :-(

Marcelo “Salsicha”
apresentador/produtor

PS: Leia aqui uma matéria da Folha sobre eles e assista abaixo ao vídeo do single mais conhecido da dupla no Brasil, DVNO, que a gente já tocou no programa número 35!
PS2: Ah, o título do post significa “… e justiça para todos!” Seria uma clara referência ao Metallica?

Justice – DVNO

Justice Intro – 2008 Street Scene San Diego, CA

Você na Zona: Orloff Five Festival, por Dik Cabral

orloff5

“Orloff Five – O Diko foi e contou tudo!”
 

Está finalmente inaugurado o Você na Zona, espaço que você, ouvinte do Zona Infinita, pode usar pra expressar seus talentos nerds, fazendo reviews, opinando, mandando dicas, entre otras cositas más! Pra começar, nosso brother de longa data Dik Cabral posta seu review do festival Orloff Five!

Dik… é contigo, mermão!

“No último dia 6 rolou na Via Funchal, em São Paulo o Orloff Five. O porquê do “Five” eu não sei, uma vez que o evento contou com quatro bandas!!!

A primeira da noite foi o Vanguart, que eu não vi, e não conheço ninguém que tenha visto também.

As 20:00 subiu ao palco o Melvins, uma das influências declaradas de Kurt Cobain, que fazem uma mistura de Grunge, Metal, Hardcore, etc. Mas não vi o show, estava fazendo um ‘esquenta’ em alguma banquinha de cachorro-quente que vende bebidas alcoólicas pra adolescentes. Mas diferente do Vanguart, quem assistiu o show do Melvins disse que a apresentação foi muito boa.

Nos intervalos, rolava a discotecagem do DJ Tittsworth, que tirando o fato de tocar MUITO Nirvana em seu set, não fez nada que realmente merecesse destaque.

O Plastiscines foi a próxima banda a subir no palco, confesso que peguei só a segunda metade do show e ACHEI CHATO PRA BURRO! O fato das meninas serem “talentosinhas” (entenda bonitas e gostosas) até prende a sua atenção, mas no fim das contas enche o saco ver as garotinhas fazendo pose de roqueirinhas com um som que não empolgou. Um dos momentos altos da apresentação aconteceu quando a vocalista e a baixista dividiram os vocais no mesmo microfone chegando MUITO perto de uma insinuação de beijo, deixando os adolescentes de plantão bastante animados e as menininhas achando que “aquilo é que era atitude”. Uma apresentação que demorou um pouco pra acabar… E olha que eu peguei do meio pro fim!

O DJ voltou pro seu “show do intervalo” com mais Nirvana… Nesse meio tempo, os roadies montaram a bateria de Chris Dangerous. O que já foi motivo para as 3500 pessoas que estavam na Via Funchal começarem a gritar alucinados. E alguns minutos depois, as luzes se apagam…

No telão, o “brasão” da banda apareceu e aí era se preparar pro melhor show do ano até agora.

 

THE HIVES - Bons moços? Nhééé...

 

Quando o Hives entrou no palco, subiu aquela sensação de que a casa ia abaixo com os gritos e pulos da platéia cantando tão alucinados quanto o vocal Howlin’ Pelle Almqvist a música Hey Little World do Black and White Album (2007), seguido de um dos hits mais famosos da banda Main Offender. Almqvist simplesmente domou a platéia, mandando frases em português como “batam palmas”, “grita aí” e “tira o pé do chão”. Além do vocalista, o guitarrista Nicholaus Arson, num melhor estilo Billy Joe Armstrong na fase mais ácida, a cozinha formada por Vigilante Carlstroem (guitarra), Dr. Matt Destruction (baixo) e Chris Dangerous (Christian Grahn, bateria), mostraram-se sempre afiados e com uma presença de palco que há muito não se via num show por essas bandas.

 

THE HIVES - Nicholaus Arson, guitarrista meio rockabilly!!!

 

Ao longo dos 75 minutos de show, as músicas do Black and White Album foram a base do repertório como a já citada Hey Little World, I got all… Wrong, Return The Favor, Won´t Belong, Try It Again, Bigger Holle To Fill, mas nem por isso, faixas dos trabalhos anteriores não foram tocadas, como AKA I.D.I.O.T, Diabolic Scheme, Die! All Right, Two-Timing Touch and Broken Bones, Walk Idiot Walk, A Little More for Little You, e uma música inédita chamada A Thousand Answers. Num show coeso, divertido e extremamente dançante. Na volta pro “encore” os suecos mandaram Hate To Say I Told You So e fecharam com Tick, Tick, Boom.

 

THE HIVES - Quebrando tudo e mais um pouco!!!

 

A banda sueca mostrou como faz falta um show de Rock de verdade, sem franjudos chorando, sem cabeludos enfrentando dragões em solos que sozinhos já têm o tempo de uma música do Hives. Era um show de Rock dançante. Feito por bons músicos, entrosados, com presença de palco e que poderia ter durado mais tempo!!!”

Dik Cabral é blogueiro, produtor de rádio, publicitário, fã de animes, mangás, games, The Hives e solteiro… Como um perfeito nerd!

Obs. do Salsicha 1: Tem mais fotos lá no Blog do Diko! Acesse aqui!!

Obs. do Salsicha 2: Caceta, como eu queria ter ido ver esse show… Arrepiou, Dikerland!!!